quinta-feira, 27 de outubro de 2011

27 - A ÚLTIMA PRIMAVERA DO REI FREDERICO II

O cenário estava armado. Plebeus e nobres posicionavam-se enfileirados, separados por um corredor de aproximadamente 5 metros de largura. Flores e folhagens, de diferentes tipos e cores, preenchiam as mãos dos presentes, aguardando o momento exato para ser lançada durante a passagem do Rei Frederico II, o mal Coroado e de seus familiares, aduladores e assessores.  A configuração estética da formatação do cordão humano assemelhava-se ao desenho de um rio de longa extensão. Afinal, oito anos de Reinado sem prestígio, sem governança e governabilidade, deixam muitas marcas.


A cerimônia de despedida estava marcada para as 10h: 00 da manhã, horário propício para que a maioria dos moradores das diferentes Províncias e da Casa de Saúde pudesse deslocar-se para a Província Central, local em que o Castelo acomoda o Rei Frederico II, o Impostor, seus familiares, aduladores e uma minoria de assessores.
O ambiente era festivo. A equipe organizadora preparou momentos de muita festividade: dançarinos (as), músicos e palhaços posicionavam-se, aguardando o sinal que seria anunciado pelo Bobinho da Corte - comandante da Casa de Saúde -, para iniciar o espetáculo.
Mas o imprevisto ocorreu. O que seria de nós se não existisse o germe da contradição.
Rei Frederico II foi surpreendido pelo desentendimento, entre seus filhos, no salão nobre do Castelo. O filho legítimo, HADES e o filho bastardo MEDONTE, começaram a discutir. Alteraram o tom de voz, deixando a família Real e todos os convidados, que posicionavam próximo do Rei, assustados. O pior estava para acontecer.
O filho legítimo aproveitou o momento de descuido do seu meio-irmão, MEDONTE, e, não vacilou: agrediu-o fortemente com um golpe fatal, apelidado de - golpe traiçoeiro -, pois o ato ocorreu pelas costas.  Não poderia ser diferente, o bom aluno sempre é exímio nos ensinamentos diários praticados em aulas teórico-práticas, com o seu mestre, Rei Frederico II, o mal Coroado.
O pai do príncipe Cuquinha, Rei Frederico II, mal coroado, abandonou o espaço Real central, dirigiu-se até a sacada do Castelo e começou a pronunciar o seu último ato público, festivo, no Reinado. Em seguida, descontrolado, com expressão facial raivosa, solicitou que o desencontro, anteriormente ocorrido entre os seus filhos fosse apaziguado e, na autoridade de Rei mal Coroado, de mãos dadas, à direita com o filho legítimo, HADES, o Príncipe Cuquinha, o Arquiteto da Intervenção e a esquerda com o filho bastardo, MEDONTE, desceram as escadas do Castelo cabisbaixo. O iniciou da peregrinação festiva, final, registrava seus primeiros passos.
Mas o pior estava para acontecer para os anfitriões da festa.
Plebeus e nobres presentes, em todas as faixas etárias, acordaram do sono profundo que envolvia suas almas e, num instante mágico alteraram o comportamento frente aos personagens proprietários do FEUDO OESTE: o ritual na casa Real anunciava o momento célebre, determinante, de prestação de contas, de diálogo “cara a cara” com os personagens opressores.



Ao invés da festividade ocorrer esbanjada de pomposidade, encantada pela dança, pela música e pelas alegorias dos palhaços, o cenário conspirou-se: todos começaram a recordar os dias difíceis vividos no Reinado de Frederico II, o mal Coroado e, sem vacilo, deram as costas ao Rei, aos seus filhos, a toda família Real e aos assessores e aduladores e, num giro de 180 graus marcharam em direção às suas casas, cantando:
Amanhã, será um novo dia, Amanhã, será um novo dia. Construiremos coletivamente a nossa história, sem rancor, sem dor, sem sofrimento, mas com respeito, amor e companheirismo.
Lembre-se: A bandeira branca pede passagem. Até breve!

Um comentário:

  1. E acabou a era das trevas no Feudo Oeste e o Coração Valente começa agora a árdua batalha de reunificar os 5 cantos.
    E como numa estória encantada o Feudo anoiteceu na era das trevas e quando amanheceu já estava na era das luzes.
    E boa parte deste encanto deveu-se a plebe, a fatia do reino que era considerada, na visão do Frederico e do seu príncipe, a escória a vassalagem do reino que saiu dos grotões habitados por criaturas abomináveis, ainda na ótica de Frederico, mas foram eles que desafiaram os magos, aqueles que adoram colocar as letras Dr. na frente do nome e sem fardas, sem condecorações, deram esperança a todo o Reino.

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