sexta-feira, 14 de outubro de 2011

06 - "ACORDO PELO ALTO" NA UNIOESTE

Florestan Fernandes (1986) em sua obra seminal – Nova República? – denuncia que no momento em que não era mais possível tolerar a pressão que estava sendo realizada pela sociedade civil organizada e não organizada, os militares, em conjunto com partidários democráticos e liberais, efetivaram o “acordo pelo alto”. Em 1985, nasce a “Nova República”. “Os de baixo viram-se apanhados nas tenazes de um movimento contra-revolucionário do tope da sociedade (incluindo-se aí os setores mais expressivos e poderosos da burguesia nacional e quase todo o conjunto dos interesses diretos e indiretos da burguesia internacional)”. Este momento histórico mostra-nos que nossa democracia é constantemente ameaçada, impedindo que avanços democráticos atinjam a raiz das contradições nos diferentes níveis de poder. Encerramos o período ditatorial (1964-1984), mas não encerramos o sistema de dependência, a situação de país colônia

E, hoje, a farsa – Para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude explicitada pelo Príncipe de Falconeri continua e aperfeiçoa seu conteúdo em diferentes momentos práticos na sociedade brasileira. István Mészáros (2005) lembra-nos que a Educação sob a égide do projeto burguês de sociedade, principalmente com a implantação do receituário Neoliberal, mergulhou em águas profundas das leis “santa” do mercado. Qualquer possibilidade de entendimento, envolvimento e implantação de um projeto educacional, nos diferentes níveis formativos, fundado na premissa valorativa que educação é sinônimo de CRIAÇÃO é “barrada no baile”. Educação, em tempos de Neoliberalismo é apreendida, compreendida e apropriada por representantes da burguesia decadente como MERCADORIA, isto mesmo, transação de um NEG-ÓCIO. A UNIVERSIDADE brasileira, célula constituída na base dominante das relações societárias, tem preservado e aperfeiçoado o aprendizado em estabelecer relações políticas e econômicas por meio de “acordos pelo alto”.

Como está a educação na UNIOESTE? É diferente ou segue os mesmos princípios de mercado? A UNIOESTE não é uma ilha, portanto, em sua configuração regional é uma reprodutora da sociabilidade do capital. Há indícios que a efetivação de um “acordo pelo alto” no processo eleitoral em 2011 está em processo. Nestes dias chuvosos e gélidos de agosto as máscaras cairão? Até breve!

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