segunda-feira, 17 de outubro de 2011

21 - O FEITIÇO VIROU CONTRA O FEITICEIRO


Manifestações públicas marcam o início do processo eleitoral no FEUDO OESTE. Nobres e plebeus, interessados em concorrer ao cargo de Rei/Rainha, Príncipe/Princesa e Duque/Duquesa começaram suas primeiras andanças pelas ruas e ruelas do grande Reinado de Frederico II, o Rei mal Coroado. Reuniões no Castelo, nas Províncias e na Casa de Saúde marcam os primeiros passos da largada eleitoral.
Nobres pretensiosos, simpáticos, cordiais, qualificados, dispostos em construir UM PROJETO inovador para a gestão do FEUDO OESTE apresentam-se ao público. Trazem, euforicamente, em suas pastas, conteúdos alternativos ao Reinado no Castelo e às Direções das Províncias.
É unânime o pensamento dos anciãos e neófitos candidatos: implantaremos uma gestão voltada inteiramente para o interesse da coisa pública; a liberdade de expressão, de manifestações individuais e coletivas será respeitada; o tratamento aos propósitos dos Nobres e dos Plebeus será de igualdade; defenderemos a autonomia nos espaços internos e externos do FEUDO OESTE.
Estamos vivendo um novo tempo, apesar dos perigos?
Não e Sim.
Neste momento eleitoral no FEUDO OESTE, a maioria de Nobres e Plebeus vive em situação de medo. Não consegue manifestar suas opiniões. Conversar nos corredores, nas ruas e ruelas do Castelo, das Províncias e da Casa de Saúde é tenso e perigoso. As trabalhadoras (es) indagam: Estamos sendo vigiadas (os)? Será que os aduladores e assessores no Castelo, na Casa de Saúde e nas Províncias estão nos olhando? O que poderá acontecer conosco se formos surpreendidas (os) discutindo política nos espaços de trabalho e de lazer do FEUDO OESTE?



Por que o sentimento de medo em participar da vida política no Castelo, nas Províncias e na Casa de Saúde do FEUDO OESTE atinge a maioria de Nobres e Plebeus?  Os motivos diferem, mas há algo que é unânime: todos que não obedecem às regras do Rei Frederico II, o déspota esclarecido e de seus filhos – Hades e Medusa - são perseguidos e penalizados.



No entanto, como nos ensina o poeta: nada é para sempre. O germe da contradição colocou a cabeça para fora. Nos espaços de trabalho e de lazer do FEUDO OESTE a situação concreta de despolitização começou a conviver com manifestações de revolta e resistência de Nobres e Plebeus, deixando Rei Frederico II, o mal Coroado, alucinado
Eis que o dia chegou. Silenciosamente, sem pedir licença, o feitiço virou contra o feiticeiro no reinado do FEUDO OESTE.
A democracia, germe da contradição na prática política antiga e moderna, voltou a ocupar os espaços no FEUDO OESTE. Plebeus e Nobres manifestam suas indignações diariamente: alguns de forma silenciosa, outros com a bandeira estampada no peito. Mas o que existe em comum nas diferentes formas de manifestação? A vontade silenciosa da maioria de Nobres e Plebeus em depositar nas Urnas o voto a favor da Democracia. A maioria vai dizer Não ao Rei mal Coroado.
A volta da democracia reinará no FEUDO OESTE, a esperança vencerá o medo.  E, no dia seguinte, todos poderão falar e debater qualquer tema, todos poderão dizer o que pensam, o silêncio será quebrado e, em clima de festa, Nobres e Plebeus soltaram suas vozes em todos os cantos e recantos do FEUDO OESTE.  Lembrem-se: A bandeira branca pede passagem. Até breve!

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