Mês de Setembro. No FEUDO OESTE as luzes ascendem e apagam a cada 10 minutos. Todos os moradores estão assustados. Os servos, após muitos anos de sofrimento comentam entre seus pares que os sinais luminosos indicam toque de recolher. Os nobres e seus familiares entendem que o Rei quer chamar a atenção para expressar seu agradecimento a todos que direta e/ou indiretamente contribuíram em sua gestão autoritária. Mas, será que ‘tudo que era sólido e estável se esfuma, tudo o que era sagrado é profanado’? Será que o Reinado de Frederico II anuncia o seu final?
Quem está com a intuição mais aguçada? Os sábios monges que peregrinaram de regiões longínquas do país ou os mercenários que negociam suas premissas a qualquer preço? O Reinado de Frederico II simpatiza com o comportamento dos sábios monges, mas é fiel, em todos os sentidos e ações, aos mercenários. Transformar tudo em mercadoria, tudo em negócio é o pensamento teórico-prático do Rei Frederico II. Lembrem-se, sempre, este Rei é conhecido por todos por ser o Rei mal coroado.
Para os sábios o sinal é uma comunicação prática. Alertam que o Rei quer prorrogar o seu mandato. Mas um fato inesperado tem deixado a população de seu Reinado em pânico. Conversas nos corredores do Feudo Oeste e nas províncias anunciam que o Rei Frederico II é pai de um filho BASTARDO. Se o fato não fosse suficiente para deixá-lo enlouquecido, perturbado dia e noite, seus assessores e aduladores comunicaram, em reunião secreta, que seu filho BASTARDO, por ter mais idade que o seu filho legítimo, requer o direito de ser indicado para concorrer às eleições que se aproximam no FEUDO. O fato concreto mostra-nos que o Rei Frederico II não tem apenas a ‘qualidade’ de autoritário, mas também rompeu com os princípios morais que condenam o adultério.
Sempre é bom lembrar: o filho legítimo de Frederico II é portador do reconhecimento público de ser o responsável em criar o próprio pai e, em seus espaços de poder na província realiza ações, as quais intimidam a maioria dos plebeus e parte dos nobres. Diferente do filho legítimo, o filho BASTARDO tem outras características em seus comportamentos: pertencente à escola dos sofistas aproximou do pai, mas não disse que era o seu filho. Prestou serviços no Castelo com respeito, sempre solícito às demandas da plebe e de alguns nobres. Estendeu a farsa popular de que com migalhas seremos autônomos, venceremos os obstáculos da ‘exclusão dos serviços’ e, com amor, solidariedade, companheirismo, obedecendo às leis e normas internas do FEUDO, seremos fortes e mudaremos as relações no Castelo e nas Províncias.
E agora Frederico II? Quem você vai escolher? Como comportar-se ao ter que efetivar a decisão final da escolha? A resposta é antecipadamente conhecida pela maioria da população do FEUDO: sua atitude decisória será a mesma que o fez ser reconhecido durante sua gestão: o ato de escolha será autoritário. Vamos aguardar os próximos dias para sabermos, oficialmente, o que já sabemos nas ruas e nas repartições administrativas do FEUDO OESTE. O filho BASTARDO será abandonado pelo pai. Até breve!
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