Zero hora. Os ponteiros do relógio posicionam-se na vertical. As senhoras, dúvida e certeza, iniciam uma batalha incontrolável nas mentes de Nobres e Plebeus que vivem no Castelo, nas Províncias e na Casa de Saúde do FEUDO OESTE. Uma pergunta retumbava aos mais atentos neste momento desejado: O velho que se esvai, cria em si o novo, o inovado ou o oportunismo?
Criador e criatura entrelaçam-se na linha do tempo. O conteúdo, presente no invólucro místico da forma, mostrava-se inquieto. Como apreender, compreender e, quando possível, analisar este campo real de possibilidades? Nobres e Plebeus, inquietos com o existente que se apresentava enquanto absoluto, anunciam o desejo de querer viver este momento.
O tempo, demarcado matematicamente inquietava. Afinal, o desejado último dia do Reinado de Frederico II, o mal Coroado, anunciava o seu ritual final.
O relógio, de cor dourada, fixado na parede central da sala principal do Castelo, objeto de possíveis expressões de liberdade e opressão na vida cotidiana dos seres sociais, infernizava a alma de Vossa Majestade. Gotas de suor escorriam lentamente em sua face direita indicando a posição política de seu Reinado. Postado à sua frente, distante alguns metros da poltrona Real, os ponteiros, pintados pelas cores amarela e azul, sinalizavam para a finalização de uma era.
Antes do sino da Catedral do Castelo romper o silêncio, o inesperado aconteceu. Rei Frederico II levantou-se, desceu as escadas lentamente e saiu pela porta lateral do Castelo. Cabisbaixo, sem manifestar arrependimento, não suportou ouvir o toque silencioso do encontro dos ponteiros e gritou: “não me deixe só, eu tenho medo do escuro, eu tenho medo do inseguro, dos fantasmas da minha voz.”
E agora Nobres e Plebeus! Qual a garantia que temos em relação ao novo, expressão de possíveis rupturas e continuidades no espaço velho, movediço e repleto de mistérios?
- Muitas! Algumas ou Nenhuma? Até breve!













