terça-feira, 8 de novembro de 2011

30 - ATO Nº 03 – UMA TARDE INESQUECÍVEL NO CASTELO DO FEUDO OESTE

O dia amanheceu ensolarado.  Nobres e Plebeus transitavam descontraídos pelas ruas e ruelas do FEUDO OESTE. Os mais atentos às coisas do espírito contemplavam a beleza que a natureza, em sua plena nudez, oferecia. Um cenário mágico, alucinante, belo, digno de ser apreciado e vivido individual e/ou acompanhado. 




Um dia especial. As autoridades pertencentes à família Real se preparavam para participarem da reunião do Conselho Superior no Castelo. Um evento para ser registrado nos anais da história das vidas de Nobres e Plebeus que trabalham no Castelo, nas Províncias e na Casa de Saúde. O cenário estava organizado para receber, no período da tarde, os Conselheiros da Corte, assessores e aduladores ligados diretamente ao Rei Frederico II, o mal Coroado. Confirmaram presenças, também, Nobres e Plebeus defensores incondicionais da retomada da democracia no FEUDO OESTE. Elementos de festividade e nostalgia preenchiam as relações no ambiente, dentro e fora da sala de reuniões dos Conselhos Superiores. Aos sons das trombetas, da exposição de faixas, bandeiras e cartazes, o evento anunciava o início do fim de uma era.
Do lado de dentro da sala de reuniões, a maioria dos Conselheiros acomodavam-se em suas cadeiras aveludadas. Alguns davam sinais de apreensão, de nervosismo, outros irradiavam manifestações de alegria, de vitória nas urnas. Afinal, ter que reafirmar um princípio democrático solapado pelas autoridades Rei Frederico II, Conde de Sabugosa e HADES, o Príncipe Cuquinha, no verão de 2008, é uma vitória de todos que participaram ou não do processo eleitoral.  A conquista ganhou notoriedade coletiva.
O sol garantia, com seus raios luminosos, o espetáculo democrático, tocando com sutileza nas almas dos presentes. Devido o adiantado da hora, todos os Conselheiros já estavam posicionados para o início da reunião.  Do nada, o silêncio preencheu o ambiente da sala de reuniões do Conselho Superior. Rei Frederico II, o mal Coroado deu sinal de vida, apareceu para presidir a reunião, surpreendendo a todos como um raio em céu azul. 


 Ao seu lado, o Vice-Rei, Conde de Sabugosa - o Bufão II - com semblantes caídos, se posicionava civicamente. Despercebidos, deram as mãos e entraram pela porta dos fundos da sala. Não estavam sós: HADES, o Príncipe Cuquinha e o BOBINHO DA CORTE, estavam sentados à direita na mesa de reuniões e MEDUSA à esquerda. Um belíssimo encontro. Afinal, é importante em ambientes familiares, ser receptivo com o outro, acolhê-lo em momentos difíceis, de nostalgia, de desencontro, frustrado com o desejo almejado e não realizado.



Neste momento, sentado na posição central da mesa, Rei Frederico II, o Interventor, respirou ofegante e, na qualidade de presidente do Conselho Superior do Castelo do FEUDO OESTE, declarou aberta a sessão pública. Antes de ler o conteúdo da pauta em questão disse: “saibam que neste momento, não sou eu que me navego quem me navega é o mar-.” Poucos entenderam a frase poética de efeito, porém estava claro que tudo poderia acontecer neste evento institucional.  O Rei Frederico II e o Conde de Sabugosa, o Bufão II, autoridades máximas, entregaram nas “mãos de Deus” o destino dos acontecimentos.
Aberta a sessão, velhos e jovens resistentes históricos, na qualidade de Nobres e Plebeus, começaram a gritar: “Viva a Democracia, Viva a Democracia, Ditadura Nunca Mais, Ditadura Nunca Mais!” Aberta para discussão e votação da matéria principal do dia, os candidatos vencedores, Rei/Vice-Rei, Príncipes/Princesas e Duque/Duquesas foram aclamados eleitos pelos membros do Conselho Superior do FEUDO OESTE.


Mas, ainda uma perguntinha inquietava a todos: “Por onde andava Rei Frederico II, o mal Coroado, durante o período eleitoral no FEUDO OESTE?” Em conversas informais diziam que ele estava em sua casa de campo em companhia da Rainha Madrasta, a Traidora, realizando leituras que tratavam do tema da Democracia Burguesas. (...) Será?
Lembrem-se sempre: A bandeira branca pede passagem. Até breve!

Nenhum comentário:

Postar um comentário