terça-feira, 8 de novembro de 2011

29 - ATO Nº 02 – O INÍCIO DO FIM DE UMA ERA NO FEUDO OESTE

Na sala de apuração da eleição majoritária do FEUDO OESTE, Nobres e Plebeus, aguardavam ansiosamente o início da contagem dos votos.  Um acontecimento histórico, digno de comemoração, de festividade democrática. Sentimentos de magia e realidade, de certezas e incertezas, de tristeza e alegria tomavam conta dos Nobres e Plebeus neste cenário repleto de possibilidades. Ao mesmo tempo, ansiedade, angústia, nervosismo, inseguranças do que há de vir preenchia os corações e mentes dos presentes.


Aos poucos, um contingente expressivo de correligionários dos candidatos em disputa pelos cargos de Rei/Rainha, Príncipe/Princesa e Duque/Duquesa das instâncias institucionais do FEUDO OESTE começava preencher os espaços da sala de apuração. Separada por uma fita de cor vermelha e preta, a comissão eleitoral de forma competente, em todos os sentidos, garantiu que os apuradores desenvolvessem suas atividades em condições reservadas e com qualidade.
Do outro lado da fita, Nobres e Plebeus davam sinais de manifestação do dever cumprido. Apertos de mãos, abraços, sorrisos na face de alguns e sentimentos contidos na expressão de outros. Vivia-se um momento célebre de comemoração democrática. Um verdadeiro espetáculo de vivência de cidadania, de espírito público.  A bandeira branca, hasteada no canto esquerdo da sala, dava demonstração que estava nascendo um novo tempo, apesar dos perigos.
Muitos perguntavam: Por onde anda Rei Frederico II, o mal Coroado? Esta indagação não era possível de ser respondida de imediato, mas uma hipótese ganhava fundamento: alguém que durante seu Reinado não esteve presente nos espaços de trabalho de Nobres e Plebeus no Castelo, nas Províncias e na Casa de Saúde, não irá aparecer neste momento de festa democrática. Caso este fato se efetivasse, algo estranho poderia ocorrer. Afinal, Rei Frederico II, o Impostor, nunca teve simpatia às deliberações públicas. Cumpri-las, não é uma qualidade que adquiriu com o passar dos anos. Tampouco compreende que as virtudes morais não se adquirem por meio do ensino, da educação, mas pelo exercício repetitivo de atos humanos. 


Mas, apesar do desencontro, a família Real fez-se representada.
HADES, o Príncipe Cuquinha, Arquiteto da Intervenção, MEDUSA, a Princesa de Espinhos Venenosos, A Rainha MADRASTA, a traidora, MEDONTE, o filho bastardo, o nostálgico, O BOBINHO DA CORTE - Comandante da Casa de Saúde - e ERVIRA, a Rainha das Trevas, juntaram-se aos Nobres e a massa de plebeus para acompanhar o processo de apuração. Alguns assessores e muitos aduladores acompanhavam os membros da família Real neste momento difícil. Desconcertados, tentavam acalmá-los e acalentá-los, em particular a HADES, o filho legítimo, o Príncipe Cuquinha, o Arquiteto da Intervenção.


Conforme os números indicavam no painel a vitória da Democracia, era visível o encolhimento físico de HADES e da Trupe Real. Estava decretado o início do fim de uma era representada pelo Rei Frederico II, o mal Coroado. A esperança vence o medo.
Afinal: Por onde andará Rei Frederico II, o mal Coroado?
Lembrem-se: A bandeira branca pede passagem! Até breve!

Nenhum comentário:

Postar um comentário