sábado, 19 de novembro de 2011

32 - GASPARZINHO: O COMANDANTE FANTASMA NO CASTELO DO FEUDO OESTE


Gasparzinho é uma figura enigmática no Castelo do FEUDO OESTE. Filho legítimo do Rei Frederico II, o FRE-FRE, é amado por todos da família Real, em particular pelos seus irmãos HADES, o Príncipe Cuquinha e MEDUSA, a Princesa dos Espinhos Venenosos.  Dizem que seu meio-irmão, MEDONTE, filho bastardo de FRE-FRE, desconfia que o fim da sua carreira política no FEUDO OESTE foi articulado por Gasparzinho.
Nobres e Plebeus sabem que Gasparzinho existe, mas a maioria dos mortais que vivem no FEUDO OESTE não sabe que ele tem uma função importantíssima no Castelo. O motivo do desconhecimento é patente: sua insignificância técnica e política na operacionalização das suas atividades no Castelo fizeram com que o desrespeito a sua autoridade o descredenciasse pela função que possui – responsável pela pasta que envolve diretamente os estudantes das Províncias e da Casa de Saúde -. Carinhosamente, Gasparzinho é conhecido no Castelo como o COMANDANTE FANTASMA. 
Gasparzinho é educado, discreto e prestativo ao seu pai, principalmente em situações difíceis, momentos em que as relações da família Real estão dilaceradas. A última contribuição efetiva deste simpático herdeiro da família Real ocorreu durante o processo das eleições majoritárias que aconteceram no final do último inverno e início da primavera. Atendendo ao pedido especial de seu pai, dedicou-se integralmente para eleger seu irmão HADES, o Arquiteto da Intervenção, ao cargo de Rei.
Um soldado fiel. Entregou-se de corpo e alma à sua missão. Decidiu sobre o plano de gestão de HADES, construiu textos para a campanha, distribuiu panfletos em todas as Províncias, no Castelo e na Casa de Saúde e acompanhou seu irmão em todas às apresentações públicas. Aplaudiu, gritou não muito alto, pois sua voz é de timbre ameno, incentivou os apoiadores e, nos momentos mais difíceis do pleito, ofereceu seu ombro amigo a HADES, o Príncipe Cuquinha. Quem viu, disse que Gasparzinho, o COMANDANTE FANTASMA, enxugou muitas lágrimas.
Mas, felizmente, a população trabalhadora do FEUDO OESTE reagiu politicamente à farsa em movimento. Ignoraram sua presença. Atentos, Nobres e Plebeus lembraram que quando mais precisaram, Gasparzinho estava sempre nas nuvens, distante de qualquer compromisso cotidiano. Nunca decidia nada, sempre alegava que não tinha poderes e precisa ouvir seu pai, o Rei mal Coroado. Gasparzinho mostrou que é um personagem com personalidade frágil para assumir espaços deliberativos no Castelo.
Os trabalhadores aprenderam: “nem tudo que reluz é ouro”. No processo de enfrentamento com a Corte souberam, com diplomacia e determinação categorial, qual o caminho a percorrer; aprenderam que são portadores de poder, que sabem que a verdadeira ação individual entrelaça-se com a coletiva, pois o verdadeiro fim tem que ser de interesse coletivo, apesar de todos terem suas preferências individuais. Nobres e Plebeus responderam à Gasparzinho e à família Real depositando o recado nas Urnas. Votaram na Democracia.
E agora Gasparzinho? A festa acabou.  Não é possível continuar escondido. A manipulação não consegue resistir por muito tempo à verdade coletiva.  Qual será o seu próximo destino? Desenvolver suas atividades no espaço celestial? Ou vai pisar em terra firme e descansar na Província em que BARTOLOMEU será o Príncipe? Ou irá colocar em prática a sua Excelência Acadêmica aperfeiçoando conteúdos para tornar-se ermitão?
Talvez, revisitar o mundo do além possa ser para Gasparzinho, o COMANDANTE FANTASMA do FEUDO OESTE, uma saída confortada, porém decadente.
Lembrem-se sempre: A bandeira branca pede passagem! Até breve!!!

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