terça-feira, 8 de novembro de 2011

31 - ATO Nº 04 – A DEMOCRACIA VENCE O DRAGÃO NO FEUDO OESTE


A presença de Vossa Majestade Rei Frederico II, o mal Coroado, na reunião do Conselho Superior do FEUDO OESTE surpreendeu a todos. Nobres e Plebeus, alguns atentos e a maioria sonolentos, escutavam cuidadosamente cada palavra proferida pelo Rei.



O Dragão, durante o período eleitoral no FEUDO OESTE, ficou escondido em sua toca preferida, na Província da Tríplice Fronteira durante algumas semanas, planejando as táticas eleitorais para conseguir que seu filho HADES, o Arquiteto da Intervenção, galgasse ao posto de Rei. Também era matéria de sua preocupação reeleger sua filha MEDUSA, a Princesa dos Espinhos Venenosos e garantir que seu Neto, Bartolomeu, o visionário, se elegesse para o Cargo de Comando da Província que HADES, o Príncipe Cuquinha, governa.
Solícito, com tom de voz equilibrado, tudo indicava que iria manter-se sereno até o momento final da reunião. Algo inusitado para a maioria dos Conselheiros presentes acostumados a conviver com sua tirania e vociferação grosseira, desrespeitosa, autoritária, de Vossa Majestade, digna de um Rei Impostor, mal Coroado.
Mera ilusão. No decorrer da reunião, no momento em que todos estavam distraídos alterou o seu comportamento emocional. Rei Frederico II, o Dragão das Montanhas Inférteis, com sorriso maroto, tentou provar que é Rei Impostor, tentou mostrar sua força: “mirou para o quadro afixado na parede, (fotografia do Castelo do Feudo Oeste) disposto acima da mesa com garrafas de café, próximo a HADES, o Príncipe Cuquinha, e disparou sua tocha de fogo venenosa mortífera.” Queimar, simbolicamente o Castelo do FEUDO OESTE, imagem que representa a existência unificada de Nobres e Plebeus das Províncias e da Casa de Saúde, era a sua grande meta.
Mas, para a sua surpresa, o quadro resistiu, apenas deslizou-se da parede e caiu sobre a mesa. Um momento de apreensão, um encontro de suspense e medo. Naquele instante, o Rei mal Coroado revelou, publicamente, o limite da sua força, explicitando abertamente uma mistura de farsa e tragédia, o quanto enganou e oprimiu a Nobres e Plebeus por meio das suas ações repressivas.  Rei Frederico II, o Dragão das Montanhas Inférteis, que cuspia fogo em todas as direções, naquele momento foi destituído simbolicamente do trono. O Dragão perdeu sua força. A experiência democrática nas eleições o deixou atordoado, imobilizado. A democracia nocauteou o Dragão Rei Frederico II, o Impostor.
A partir deste momento, Nobres e Plebeus passaram a chamá-lo de Dragão FRE-FRE. Sua trompa encolheu, seu fogo transformou-se em pó, o nada tomou conta da sua existência. A família Real entra em processo definitivo de decadência.


Será que este fogo, agora sem força, sem poder mortífero, deixará FRE-FRE “sem eira nem beira”? Quem vai ampará-lo? Tudo indica que, ao deixar o Castelo, será acolhido pelo seu neto, Bartolomeu, filho de HADES. Mas, por que FRE-FRE não voltará para a toca da Tríplice Fronteira? Será que sua filha, MEDUSA, irá abandoná-lo, ou prefere acolher seu irmão HADES, exímio em Excelência Acadêmica, para escrever e contar algumas historinhas de Pinóquio?
Lembrem-se sempre: A bandeira branca pede passagem! Até breve!

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