segunda-feira, 31 de outubro de 2011

28 - ATO Nº 01 - APURAÇÕES DAS ELEIÇÕES NO FEUDO OESTE

Abrem-se as cortinas. Inicia os preparativos para a contagem dos votos que legitimará os vencedores nas urnas na eleição majoritária no FEUDO OESTE. Na platéia os figurantes principais fazem-se presentes. Todos estavam ansiosos, suas fisionomias atestavam o nervosismo, a dúvida do veredito final. Os candidatos aos cargos de Rei/Rainha, Príncipe/Princesa e Duque /Duquesa andavam de um lado para o outro aguardando o início da apuração. 

As urnas começavam a chegar. Primeiro a do Castelo, em seguida às da Província Central e lentamente às das Províncias mais distantes. A Província dos indecisos foram os últimos a entregarem as urnas no salão de apuração.


A baixa temperatura anunciava a entrada na madrugada. Os ânimos acirravam, mas a ternura equilibrava o desconforto. Afinal, estávamos próximos da comemoração da vitória da democracia. As projeções estatísticas e opinativas de boca de urna indicavam que os governos do Rei Frederico II, o mal Coroado e dos seus filhos Hades, o Príncipe Cuquinha e Medusa, a Princesa dos Espinhos Venenosos respiravam ofegantes, faltava ar, os órgãos principais davam sinais de falência.

A contagem iniciou. A tensão tomava conta dos corpos e mentes de Nobres e Plebeus que estavam trabalhando no processo de escrutinação dos votos. De repente, não mais que de repente, após a contagem da primeira urna, os presentes que pertenciam ao movimento da retomada da democracia no FEUDO OESTE soltaram suas vozes e começaram a gritar: A casa de Saúde é nossa, A casa de Saúde é nossa, A casa de Saúde é nossa (...). O clima era de Festa.

Algo esperado aconteceu: Nobres e Plebeus, após um longo tempo de sofrimento em seus ambientes de trabalho, responderam silenciosamente nas urnas ao Rei Frederico II e a toda família Real qual é o pensamento e a vontade da maioria dos trabalhadores. Votaram na liberdade, na esperança, no fim da repressão, da perseguição, do desrespeito ao próximo. Entenderam que a bandeira branca pede passagem.



Irradiantes de alegria, de felicidade, repletos de vida, de sonhos, Nobres e Plebeus do Castelo e das outras Províncias cantavam: A Casa de Saúde é Nossa, A Casa de Saúde é Nossa (...). Cada urna encerrada ampliava as manifestações. Os dados estatísticos projetados nas planilhas dos membros da comissão central mostravam o caminho para a vitória. O dia D simbolizava, materialmente, o dia da Democracia.

Sentada em um dos bancos da sala de apuração, uma das aduladoras do Rei Frederico II, o Impostor, tirou um lenço preto do bolso e enxugou o suor amarelado que tomava conta da face de Hades. A esperança de vitória tornava-se distante para o Príncipe Cuquinha. O sonho em continuar mandando e desmandando em Nobres e Plebeus estava com as horas contadas. O sonho em assumir o lugar do seu pai, Rei Frederico II, o mal Coroado caía por terra.

O que fazer? Esta pergunta inquietava, perturbava a família Real.   Aguardar o processo chegar ao seu final e, num gesto de convivência civilizatória parabenizar o vencedor, desejando boa sorte e bom trabalho, é uma atitude louvável de um homem público. Era o desejo de Nobres e Plebeus vivenciar este momento histórico.




Mas o gesto cordial, de homem público, não ocorreu. Disfarçadamente o Príncipe Hades, o Arquiteto da Intervenção, saiu da sala de apuração antes de finalizar a contagem. Cabisbaixo, dirigiu-se até a sua carruagem moderna deixando para traz, inclusive, seus correligionários. Um ato pequeno, sem vida, igual a dos filisteus do século XIX.  Lembrem-se sempre: A bandeira branca pede passagem. Até breve!

sábado, 29 de outubro de 2011

25.1 - O VENENO DO ÓLEO DE GIRASSOL NAS PLANTAÇÕES DA PROVÍCIA DO FEUDO OESTE (Edição extra)

Trabalhadores, Nobres e Plebeus, amanheceram com problemas seriíssimos de dores de cabeça. Uma condição infernal para toda a comunidade. Mulheres e homens não sabiam qual o motivo do ocorrido. Eis que um mensageiro, retornando da consulta médica afirmou: todas as trabalhadoras (es) que fizeram uso, em suas alimentações diárias, de óleo de Girassol, devem urgentemente medicar-se, pois podem ter complicações diversificadas em seus organismos: o intestino pode ficar zangado, o estômago reagir à ingestão de comidas ácidas, os olhos sofrerem profundas irritações. Mas o pior dos sintomas é no cérebro. Quem ingeriu este óleo, pode contaminar a sua mente, os raciocínios lógicos serem afetados e, em pouco tempo, o mal estar instaurado deixa os pacientes impossibilitados para pensar o que é o bem, quais as mediações a fazer para alcançarmos a felicidade.


Não tardou para que uma trabalhadora, pesquisadora, em conjunto com sua equipe, desvendasse o mistério e, publicamente, anunciasse o verdadeiro antídoto para eliminar o mal físico e mental que atormentava a todas (os): uma dose ética, teórico e prática de DEMOCRACIA de 70 Mg, ingerida todos os dias no período da manhã. A pesquisadora esclareceu: o Antídoto para o veneno do óleo de Girassol é composto de bibliografias sólidas, clássicas e contemporâneas, recheada de bom humor, pitadas de ironia, de criatividade, espírito coletivo, rigor científico e filosófico.
Cuidado! O Departamento da Saúde do FEUDO OESTE ao tomar conhecimento do perigo presente na Província, adverte: Nobres e Plebeus estão impedidos de ingerir bibliografias genéricas. Estas podem causar reações profundas no corpo e na mente, não mata, mas atordoa, deixa seqüelas e, dependendo do lugar que ela ocupa da área de Formação Educacional no Feudo, deixa danos irreparáveis, podendo transformar-se, rapidamente, em epidemia. Não podemos correr este risco!
Assim, panfletos, cartilhas, e manuais são perigosos, inibem e mistificam o conteúdo do antídoto. Estes, são enganadores, têm rótulo atraente, materiais formulados por meio de técnicas de última geração. Para agradar os desavisados, utilizam de frases adocicadas, anunciando que, durante o processo de elaboração, respeita o meio ambiente, a beleza do Girassol.
Caríssimas (os) trabalhadoras (es) e acadêmicos da Casa de Formação Educacional do FEUDO OESTE, pertencentes à Província localizada entre a Província onde nasceu Rei Frederico II, o mal Coroado e a Província onde a cobra é referência simbólica.
Neste período eleitoral, cuidado com as promessas individuais, como as do candidato que é candidato de si mesmo, aquele que foge das discussões e dos encaminhamentos Democráticos, que tem ojeriza a práticas coletivas.
Neste momento histórico eleitoral, apóia e vai votar no Príncipe HADES, filho legítimo do Rei Frederico II, o mal Coroado para comandar o FEUDO OESTE. O candidato de si mesmo, de corpo e alma apresenta-se publicamente abraçado com HADES, o Príncipe Cuquinha, o Arquiteto da Intervenção. Juntos possuem ótimas propostas para privatizar o Centro de Formação Educacional da Província.
Vamos votar no verdadeiro conteúdo para que seu antídoto possa inibir o mal que pode fazer o veneno do óleo de Girassol para Nobres e Plebeus que trabalham e estudam na Província. Vamos votar na DEMOCRACIA. 


Lembre-se: A bandeira branca pede passagem! Até breve!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

27 - A ÚLTIMA PRIMAVERA DO REI FREDERICO II

O cenário estava armado. Plebeus e nobres posicionavam-se enfileirados, separados por um corredor de aproximadamente 5 metros de largura. Flores e folhagens, de diferentes tipos e cores, preenchiam as mãos dos presentes, aguardando o momento exato para ser lançada durante a passagem do Rei Frederico II, o mal Coroado e de seus familiares, aduladores e assessores.  A configuração estética da formatação do cordão humano assemelhava-se ao desenho de um rio de longa extensão. Afinal, oito anos de Reinado sem prestígio, sem governança e governabilidade, deixam muitas marcas.


A cerimônia de despedida estava marcada para as 10h: 00 da manhã, horário propício para que a maioria dos moradores das diferentes Províncias e da Casa de Saúde pudesse deslocar-se para a Província Central, local em que o Castelo acomoda o Rei Frederico II, o Impostor, seus familiares, aduladores e uma minoria de assessores.
O ambiente era festivo. A equipe organizadora preparou momentos de muita festividade: dançarinos (as), músicos e palhaços posicionavam-se, aguardando o sinal que seria anunciado pelo Bobinho da Corte - comandante da Casa de Saúde -, para iniciar o espetáculo.
Mas o imprevisto ocorreu. O que seria de nós se não existisse o germe da contradição.
Rei Frederico II foi surpreendido pelo desentendimento, entre seus filhos, no salão nobre do Castelo. O filho legítimo, HADES e o filho bastardo MEDONTE, começaram a discutir. Alteraram o tom de voz, deixando a família Real e todos os convidados, que posicionavam próximo do Rei, assustados. O pior estava para acontecer.
O filho legítimo aproveitou o momento de descuido do seu meio-irmão, MEDONTE, e, não vacilou: agrediu-o fortemente com um golpe fatal, apelidado de - golpe traiçoeiro -, pois o ato ocorreu pelas costas.  Não poderia ser diferente, o bom aluno sempre é exímio nos ensinamentos diários praticados em aulas teórico-práticas, com o seu mestre, Rei Frederico II, o mal Coroado.
O pai do príncipe Cuquinha, Rei Frederico II, mal coroado, abandonou o espaço Real central, dirigiu-se até a sacada do Castelo e começou a pronunciar o seu último ato público, festivo, no Reinado. Em seguida, descontrolado, com expressão facial raivosa, solicitou que o desencontro, anteriormente ocorrido entre os seus filhos fosse apaziguado e, na autoridade de Rei mal Coroado, de mãos dadas, à direita com o filho legítimo, HADES, o Príncipe Cuquinha, o Arquiteto da Intervenção e a esquerda com o filho bastardo, MEDONTE, desceram as escadas do Castelo cabisbaixo. O iniciou da peregrinação festiva, final, registrava seus primeiros passos.
Mas o pior estava para acontecer para os anfitriões da festa.
Plebeus e nobres presentes, em todas as faixas etárias, acordaram do sono profundo que envolvia suas almas e, num instante mágico alteraram o comportamento frente aos personagens proprietários do FEUDO OESTE: o ritual na casa Real anunciava o momento célebre, determinante, de prestação de contas, de diálogo “cara a cara” com os personagens opressores.



Ao invés da festividade ocorrer esbanjada de pomposidade, encantada pela dança, pela música e pelas alegorias dos palhaços, o cenário conspirou-se: todos começaram a recordar os dias difíceis vividos no Reinado de Frederico II, o mal Coroado e, sem vacilo, deram as costas ao Rei, aos seus filhos, a toda família Real e aos assessores e aduladores e, num giro de 180 graus marcharam em direção às suas casas, cantando:
Amanhã, será um novo dia, Amanhã, será um novo dia. Construiremos coletivamente a nossa história, sem rancor, sem dor, sem sofrimento, mas com respeito, amor e companheirismo.
Lembre-se: A bandeira branca pede passagem. Até breve!

26 - O GRITO DA LIBERDADE IRÁ ROMPER O SILÊNCIO NAS ELEIÇÕES DO FEUDO OESTE

Combatemos o bom combate. Homens e mulheres de fibra, de caráter, de sonhos e que confiam, sobretudo na verdade, estão vivendo momentos difíceis, incômodos. No período eleitoral são obrigadas (os) a desenvolverem suas atividades caladas (os). Mas como são pessoas sábias e virtuosas sabem o momento certo de soltarem suas vozes; sabem em que momento a decisão será tomada. Aguardam ansiosamente o dia D, o dia em que votarão na Democracia.
Qualquer movimento suspeito de exercício da liberdade de expressão, todos escutam o toque da sirene. Aduladores e/ou assessores capatazes, subordinados ao Rei Frederico II, o mal Coroado, a HADES, o Príncipe Cuquinha, o Arquiteto da Intervenção ou à sua irmã, MEDUSA, Princesa dos Espinhos Venenosos notificam a atitude e, imediatamente, a advertência é lançada no livro da punição. Conhecido por Nobres e Plebeus de livro da vergonha. Quando avaliam que o ato é grave, automaticamente, Frederico II, HADES e/ou MEDUSA, colocam em prática a lei que determina o toque de recolher.



Na condição de trabalhadores, Nobres e Plebeus, estão destinados a viverem no ostracismo, igual às almas que são condenadas a permanecerem distantes dos seus entes queridos. A condição de viverem num labirinto obriga-os a ficarem em situação de alerta, de medo, de desespero com o que há de vir.
No entanto, esquecem os opressores, que o germe da contradição é parte constitutiva do objeto em sua dimensão afirmativa. É neste momento que o grito de Nobres e Plebeus rompe com o silêncio. Inicia-se a revolta silenciosa no Feudo.


Durante suas atividades diárias, realizaram experiências silenciosamente, exercitam exercícios teórico/práticos de como superar as atitudes que os oprimem e, neste compasso, criam possibilidades em libertar-se das garras do Dragão, de Hades, da Medusa e do Bobinho da Corte, atual comandante da Casa de Saúde.


Projetos novos começam a vislumbrar-se no interior do velho, criando condições reais para libertar Nobres e Plebeus das amarras da escravidão velada.  Vislumbrar no horizonte imediato a possibilidade concreta em poder gritar, pular, sorrir, ironizar, viver as mais ricas e belas manifestações que o corpo e a mente as oferecem, no campo individual e coletivo, tem motivado, a Nobres e Plebeus tomarem a decisão de votar nas próximas eleições na Democracia.
Homens e mulheres que trabalham nas Províncias, no Castelo e na Casa de Saúde do Feudo, descobriram que está aproximando o dia mais esperado das suas vidas, o dia D, o dia de exercitar a experiência Democrática. Neste dia, sem medo de ser feliz, todos podem Votar secretamente, sem preocupar-se com o fantasma que os assombra todos os dias. Saibam que, a perseguição velada fere a alma de qualquer mortal. Vamos acabar com as práticas autoritárias do Rei Frederico II, o mal Coroado.
Lembrem-se: A bandeira branca pede passagem! Até breve!

domingo, 23 de outubro de 2011

25 - CORAÇÕES VALENTES REUNIFICAM O FEUDO OESTE


Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo.
Abra a janela do seu coração. Pulsar é uma condição necessária para sonharmos sob a materialidade do real e da realidade. Nós estamos construindo as condições para que nossos sonhos preencham nossas almas de alegria, de vida, de esperança, de possibilidades em desenvolver nosso campo cognitivo e lúdico.

 
Hoje, após momentos de dedicação ao projeto que estamos construindo coletivamente, podemos manter a mente aberta e o coração tranqüilo. Esta condição é a do encontro com a DEMOCRACIA.


Vamos juntos responder ao Rei Frederico II, o mal Coroado. Somos homens e mulheres pertencentes à mesma espécie e ao mesmo gênero. Vamos dizer NÃO ao Rei Frederico II, aos seus filhos: HADES - o Príncipe Cuquinha -, o Arquiteto da Intervenção e à MEDUSA, a Princesa dos Espinhos Venenosos, ao BOBINHO DA CORTE. Vamos dizer NÃO a toda Família Real. Vamos dizer NÃO aos desmandos, às perseguições, às punições indevidas. Vamos abrir a janela do nosso Coração e deixar a prática DEMOCRÁTICA entrar e Reinar no FEUDO OESTE.


O momento é rico de determinações. Há elementos constitutivos das nossas existências que estão em jogo, tanto na dimensão pessoal quanto profissional. Desejos, sentimentos, vontades em contribuir com o coletivo, com a retomada e efetivação de um governo eleito DEMOCRATICAMENTE.
Vamos decidir com elegância, determinação, mas principalmente com o CORAÇÃO VALENTE, preocupado em reunificar o FEUDO OESTE, recuperando o que já acertamos em nossas ações. Não podemos ter medo de construirmos junto o novo, espaço em que a máxima é a paz, o encontro entre as diferenças e o respeito com o outro em todos os níveis.
Vamos ousar e acreditar que é possível, neste espaço, fazer com que as potencialidades de cada Nobre e Plebeu sejam tratadas sob a grande máxima HUMANA: dar a cada um conforme sua necessidade e sua capacidade. Nós somos seres diferentes, temos desejos e sonhos diferentes, mas no FEUDO OESTE temos muitos sonhos que nos levam ao coletivo, às decisões colegiadas, sempre focando o campo do direito e do respeito ao outro.
VAMOS dizer NÃO ao Rei Frederico II, o mal Coroado. Vamos dar Viva a República e eleger o verdadeiro representante dos Nobres e Plebeus. Vamos votar na DEMOCRACIA.
Lembrem-se: A bandeira branca pede passagem. Até breve!

24 - REI FREDERICO II VISITA A CASA DE SAÚDE DO FEUDO OESTE

O termômetro de cor amarela, fixado na entrada do portão principal da Casa de Saúde do FEUDO OESTE, acusava a temperatura de 30 graus. Trabalhadoras (es) entravam e saíam conforme a rotina da escala das suas atividades. A quantidade de leitos ocupados pelos usuários, internados, indicava que o dia seria agitado, surpresas poderiam acontecer.
A conversa era acalorada entre as trabalhadoras (es), o tom de voz estava acima do permitido para o ambiente. A questão era oportuna: Por que Rei Frederico II, o mal Coroado está pedindo voto para Nobres e Plebeus para eleger seu filho legítimo HADES? Será que já é uma demonstração de desespero ou será que o Rei tem dúvidas se HADES, o Arquiteto da Intervenção, vai traí-lo e não indicá-lo para o posto de Diretor Geral da Casa de Saúde?
O mal estar estava instaurado. A estética nos corredores da Casa de Saúde modificou-se rapidamente: a maioria das trabalhadoras (es) com vestimentas brancas, devido às exigências da atividade começaram a discutir a questão que versava sobre o presente e o futuro do Rei Frederico II, o mal Coroado do FEUDO OESTE. Uma coisa a maioria das trabalhadoras (es) tem certeza: somos nós que iremos dizer qual será o destino do Rei Impostor. Nobres e Plebeus aprenderam que é por meio do voto que nas próximas eleições no FEUDO OESTE nosso destino será traçado.
O poder de decisão não é mais do Rei Impostor, traidor da vontade popular, mas sim, das trabalhadoras (es) da Casa de Saúde, do Castelo e das Províncias. Aprenderam que às conquistas das trabalhadoras (es) podem ser mudadas e transformadas na hora de votar.
Todos os dias, para atendermos os usuários que demandam de nossos serviços, de ordem pública, nos entregamos, de corpo e alma, para servir àqueles que necessitam dos nossos conhecimentos. Sabemos que o que ganhamos não é muito, não é justo, mas é digno. Muitas energias físicas e psíquicas são despendidas para que nosso salário seja pago pelo Governo do Imperador RO-RE.
VAMOS virar a página triste, criada pelo Rei Frederico II, o mal Coroado e pelo seu filho legítimo HADES, o Príncipe Cuquinha e sua filha, Medusa, a Princesa de espinhos venenosos. Todas as trabalhadoras (es) estão questionando: o inferno criado em nosso ambiente de trabalho, tem que acabar. Temos que votar nas proposições que recuperam a Democracia violada em nossos espaços, para que possamos ter a liberdade de expressarmos, falarmos o que pensamos sem correr o perigo de sermos perseguidas (os), chantageadas (os). O voto do silencio gritará no interior das urnas nas próximas eleições.
A bandeira branca pede passagem. Até breve!

23 - A JUVENTUDE DO FEUDO OESTE MANIFESTA: NOSSO GRITO É NOSSO VOTO

O mesmo pé que dança um samba se preciso vai a luta. O espírito de garra que move a juventude do FEUDO OESTE está deixando Rei Frederico II, o mal Coroado sem dormir, desesperado. A família Real já fez de tudo: chamou o médico da família, a conselheira para assuntos aleatórios – Rainha das Trevas-, a Rainha Madrasta - a Traidora -, os filhos de confiança e de sangue, Príncipe HADES, o verdadeiro Arquiteto da Intervenção e Medusa, a Princesa dos Espinhos Venenosos.  Parece que a coisa é grave. Ninguém conseguiu acalmar Vossa Majestade. O que será que a juventude, do Feudo Oeste, está fazendo ao Rei Frederico II, o Impostor para deixá-lo em situação de desespero?
Após pesquisa científica realizada pelos sábios dos Centros de Formação Educacional dos Principados e da Casa de Saúde, constatou-se que os jovens em formação acadêmica, nas diferentes áreas do conhecimento, resolveram conhecer a verdade sobre como Rei Frederico II, o mal Coroado, tornou-se Rei em seu segundo mandato no FEUDO OESTE. A partir deste momento o desespero começou a tomar conta da vida de Frederico II.
A casa caiu! Os jovens descobriram que o Rei não foi eleito pela maioria de Nobres de Plebeus. Descobriram, também, que o filho legítimo do Rei, HADES, o Arquiteto da Intervenção, foi o responsável em manipular os dados do resultado final das eleições em conjunto com os dirigentes da Secretaria do Governo Imperial. Indignados, os jovens estudantes, concluíram: fomos enganados. Traídos.
As ruas e ruelas do Castelo, das Províncias e da Casa de Saúde foram tomadas pela juventude. A maioria, repleta de vida e de amor para dar, de vontade de mudança pitaram suas caras, ergueram suas bandeiras e gritavam sem parar: Nosso Grito é Nosso Voto, fora Rei Interventor, fora Impostor, que a democracia reine novamente em todos os espaços do FEUDO OESTE. Nobres e Plebeus abriram as janelas das suas casas e, conforme a passeata descia e subia as ladeiras, aplaudiam a coragem da juventude do FEUDO OESTE.
E agora Rei Frederico II, o mal Coroado, como explicar à juventude do FEUDO OESTE que seu filho legítimo quer ser seu sucessor? Como que o filho querido HADES, Arquiteto da Intervenção, vai explicar para todos os eleitores jovens e adultos, que é bonzinho, sério, que é um bom gestor? Que é democrático? Que não é o Arquiteto da Intervenção?
A juventude, do Centro de Formação Educacional, sabendo da verdade pede pela volta da democracia e prometem, nas próximas eleições, mostrar, para o Rei Frederico II, para seu filho HADES e para toda a família Real que o voto será para a VOLTA DA DEMOCRACIA. Lembrem-se, a bandeira branca pede passagem. Até breve!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

22 - A RAINHA DAS TREVAS: GUARDIÃ DA ANTESSALA NO CASTELO DO FEUDO OESTE

Como aproximar do Rei Frederico II, o mal Coroado? Os caminhos são indigestos. Ser recebido por Vossa Majestade tornou-se um problema de saúde pública para a maioria dos mortais que trabalham no Castelo, nas Províncias e na Casa de Saúde.
Tudo inicia na antessala. Aromatizada com ervas que reduzem a energia do ambiente, o ar circula com dificuldade, a pressão atmosférica aumenta e, dependendo dos seres presentes no espaço é perigoso respirar. Técnicos da área de Saúde, inspecionando os setores do Castelo, em visita de rotina, constataram altíssima alteração no campo energético, afetando diretamente o sistema nervoso de Nobres e Plebeus que necessitam ultrapassar a cortina de ferro.


Os quadros que decoram a antessala expressam dor, sofrimento, angústia. Impressões que ferem a alma, mesmo dos mais cuidadosos em alimentá-la. O ambiente é tenso, poluído, respira-se desconfiança, antidemocracia, afinal o Rei não ocupa o posto com legitimidade popular, mas sim pelo consentimento do Imperador RO-RE e de uma grande e respeitosa massa de aduladores que, como vampiros, sugam o sangue de Plebeus e Nobres com presas pontiagudas e venenosas. Bem alimentados, para além do instinto animal, pousam como aves de rapina nas poltronas e assentos do Castelo, das salas principais das Províncias e da Casa de Saúde.
A poluição que preenche o espaço da antessala tem cheiro de medo, de desrespeito aos Nobres e Plebeus que precisam falar com o Rei, o mal Coroado. Todos que precisam ter acesso à sala Real pensam mil vezes antes de dirigir-se à antessala.
Afinal, quem é a personagem que ocupa a antessala do Rei Frederico II, o mal Coroado?
Escolhida diretamente pelo Rei mal Coroado, a Rainha das Trevas é uma personagem de confiança, com vínculo sanguíneo direto com a família Real. Suas qualidades no trato com as pessoas são idênticas às do seu tio, Rei Frederico II e de seus primos: Hades, o Príncipe Cuquinha, Arquiteto da Intervenção e Medusa, a Princesa de espinhos venenosos.
Reconhecida por ser especialista na prática autoritária, a Rainha das Trevas dialoga de forma rancorosa com quem visita o Castelo; tem humor esquisito e, na maioria das vezes que atende Nobres e Plebeus empina o nariz, mais que a Rainha Madrasta, a Traidora.
Protegida pelo Rei Frederico II, o mal Coroado, sonha em ocupar o lugar da Rainha Madrasta, a Traidora; comporta-se em seu ambiente de trabalho na condição de procuradora do Rei Frederico II, inclusive, assina documentos de rotina na ausência do Rei.
Até quando suportaremos trabalhar neste ambiente, hostil, criado no governo Impostor do Rei Frederico II? Até quando, trabalhadores aduladores permanecerão em comandos por amizade e não por competência profissional? O respeito pessoal e profissional, a alegria e a convivência humanitária têm que retornar no ambiente do Castelo, nas Províncias e na Casa de Saúde do FEUDO OESTE.
 Lembrem-se no dia da eleição: A bandeira branca pede passagem.  Até breve!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

21 - O FEITIÇO VIROU CONTRA O FEITICEIRO


Manifestações públicas marcam o início do processo eleitoral no FEUDO OESTE. Nobres e plebeus, interessados em concorrer ao cargo de Rei/Rainha, Príncipe/Princesa e Duque/Duquesa começaram suas primeiras andanças pelas ruas e ruelas do grande Reinado de Frederico II, o Rei mal Coroado. Reuniões no Castelo, nas Províncias e na Casa de Saúde marcam os primeiros passos da largada eleitoral.
Nobres pretensiosos, simpáticos, cordiais, qualificados, dispostos em construir UM PROJETO inovador para a gestão do FEUDO OESTE apresentam-se ao público. Trazem, euforicamente, em suas pastas, conteúdos alternativos ao Reinado no Castelo e às Direções das Províncias.
É unânime o pensamento dos anciãos e neófitos candidatos: implantaremos uma gestão voltada inteiramente para o interesse da coisa pública; a liberdade de expressão, de manifestações individuais e coletivas será respeitada; o tratamento aos propósitos dos Nobres e dos Plebeus será de igualdade; defenderemos a autonomia nos espaços internos e externos do FEUDO OESTE.
Estamos vivendo um novo tempo, apesar dos perigos?
Não e Sim.
Neste momento eleitoral no FEUDO OESTE, a maioria de Nobres e Plebeus vive em situação de medo. Não consegue manifestar suas opiniões. Conversar nos corredores, nas ruas e ruelas do Castelo, das Províncias e da Casa de Saúde é tenso e perigoso. As trabalhadoras (es) indagam: Estamos sendo vigiadas (os)? Será que os aduladores e assessores no Castelo, na Casa de Saúde e nas Províncias estão nos olhando? O que poderá acontecer conosco se formos surpreendidas (os) discutindo política nos espaços de trabalho e de lazer do FEUDO OESTE?



Por que o sentimento de medo em participar da vida política no Castelo, nas Províncias e na Casa de Saúde do FEUDO OESTE atinge a maioria de Nobres e Plebeus?  Os motivos diferem, mas há algo que é unânime: todos que não obedecem às regras do Rei Frederico II, o déspota esclarecido e de seus filhos – Hades e Medusa - são perseguidos e penalizados.



No entanto, como nos ensina o poeta: nada é para sempre. O germe da contradição colocou a cabeça para fora. Nos espaços de trabalho e de lazer do FEUDO OESTE a situação concreta de despolitização começou a conviver com manifestações de revolta e resistência de Nobres e Plebeus, deixando Rei Frederico II, o mal Coroado, alucinado
Eis que o dia chegou. Silenciosamente, sem pedir licença, o feitiço virou contra o feiticeiro no reinado do FEUDO OESTE.
A democracia, germe da contradição na prática política antiga e moderna, voltou a ocupar os espaços no FEUDO OESTE. Plebeus e Nobres manifestam suas indignações diariamente: alguns de forma silenciosa, outros com a bandeira estampada no peito. Mas o que existe em comum nas diferentes formas de manifestação? A vontade silenciosa da maioria de Nobres e Plebeus em depositar nas Urnas o voto a favor da Democracia. A maioria vai dizer Não ao Rei mal Coroado.
A volta da democracia reinará no FEUDO OESTE, a esperança vencerá o medo.  E, no dia seguinte, todos poderão falar e debater qualquer tema, todos poderão dizer o que pensam, o silêncio será quebrado e, em clima de festa, Nobres e Plebeus soltaram suas vozes em todos os cantos e recantos do FEUDO OESTE.  Lembrem-se: A bandeira branca pede passagem. Até breve!