O tema participação expressa uma relação direta com a prática social coletiva. Em diferentes espaços públicos e privados na sociedade civil, participar é o mote norteador presente nos documentos maiores para demarcar o pensar e o fazer profissional, político, social, cultural, religioso e de outras dimensões das nossas existências institucionais ou não.
Cientistas Políticos são os mais procurados no campo das ciências positivas para tratar deste tema polêmico. Muitas tintas foram/são consumidas por pesquisadores e escritores neste âmbito para deixar o debate vivo e profícuo. Inquietos e indignados com os discursos proferidos pelo Rei Frederico II, Cientistas Políticos das Províncias sentem-se responsáveis em resolver este dilema. Todo cuidado é necessário, neste momento, para não magoar Vossa Majestade.
O Rei, mal Coroado, ao discursar para plebeus e nobres, tem afirmado: minha principal característica democrática é contribuir, em todos os sentidos, no exercício da participação no Castelo e nas Províncias. Sempre convoquei Assessores, Aduladores, Príncipes, bem como os membros dos Conselhos Superiores do FEUDO OESTE para participarem das reuniões ordinárias que ocorrem na sala principal do Castelo. Durante as reuniões, nunca usei do meu poder de Rei, mal Coroado, para votarem alinhados com as minhas certezas absolutas.
Entusiasmado e bem humorado, Frederico II impostou a voz na qualidade de homem público e declarou: sou um personagem que respeito à liberdade de expressão; nunca fiz conchavos e nem desagravos para intimidar Conselheiros e Príncipes que participam dos Conselhos Superiores no Castelo e nas Províncias; minhas palavras, registradas nos alfarrábios, expressam os mais nobres atos da democracia burguesa: respeito aos resultados das eleições em todos os níveis, garantindo a vontade da maioria nas urnas. Jamais contrariei a soberana vontade popular.
Bem humorado, aumentou o tom de voz e gritou: quem não respeita a vontade soberana dos nobres e plebeus, legitimada nas urnas, jamais deve administrar o FEUDO. Temos que dar exemplos para nossos filhos. Nossos filhos são fiéis aos atos justos e condenam os atos injustos.
Eu, Frederico II, o Rei mal Coroado, sou expressão máxima do exercício da participação democrática. Aquele que me suceder terá a glória em dar continuidade em minhas ações humanitárias, construídas coletivamente com plebeus e nobres nas convenções do Partido da Tradição do FEUDO OESTE.
Ao finalizar este compêndio histórico de verdades, peço que não esqueçam: enquanto portador da autoridade de Rei, mal Coroado, nunca abandone a máxima democrática do FEUDO OESTE: todos podem discutir, mas a decisão final - É MINHA -. Quem não aceitar esta ordem democrática recebe, como prêmio, a oportunidade de - viver no ostracismo -.
Impossibilitados para resolverem este dilema, os Cientistas Políticos desabafaram: a efetiva e plena participação do Rei Frederico II no Castelo e nas Províncias, corou-lhe com o título histórico mais nobre do FEUDO OESTE: Rei Frederico II, El Ditador. Até breve!
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