Localizada geograficamente no primeiro planalto, as regiões Oeste e Sudoeste do Paraná são reconhecidas mundialmente pela produção agrária e industrial, em evidência pela produção de soja, trigo e milho, bem como pela criação de aves e suínos – galinhas e porcos. Esta particularidade tem um determinante combinado em sua origem, demarcada pelos últimos sessenta anos: população de origem gaúcha e catarinense; ter a maioria populacional constituída por homens e mulheres de fé.
As regiões, prósperas sob a compreensão da máxima calvinista “quanto mais rico eu for, mais próximo de Deus eu estarei”, conseguiram transferir, este enunciado, em seu máximo significado para os fiéis que professam sua fé nas Igrejas e Capelas. Após algumas décadas de envolvimento com os costumes sedimentados nas regiões, os moradores celebraram um ato ecumênico e decidiram construir uma Cúria, cinco Igrejas e duas Capelas, para louvarem, em conjunto, suas crenças e, ao mesmo tempo e principalmente, se apropriarem do conhecimento verdadeiro das escrituras.
Este exercício avançou e ultrapassou fronteiras, criando assim, espaços democráticos de tomada de decisões. O ponto alto é marcado pelo processo eleitoral que os fiéis realizam a cada quatro anos para eleger seus representantes superiores – homens ou mulheres que responderão pelo destino institucional. É uma experiência singular, porém os eleitores não levam muito a sério, pois em dois momentos passados os homens de fé, eleitos, não receberam a faixa memorial, apenas observaram a distância, o ritual comandado pelo Imperador RO-RE. A maioria da imprensa escrita regional, atenta ao processo, estampou em suas primeiras páginas no dia seguinte que o pleito eleitoral ocorreu em total harmonia e concluiu: todos os soldados pertencentes ao movimento – confraria na fé – em seus diferentes níveis de comando acompanharam e fiscalizaram voto a voto até o apagar das luzes (...). Assim, o resultado e o processo de posse do REI-TOR tornaram-se um mero detalhe para as autoridades superiores, as quais, possuídas pelo poder divino souberam registrar o que era de melhor para todos os fiéis.
Neste ano ímpar (2011), novas eleições irão acontecer na UNIOESTE, instigando a aparição de movimentos retilíneos em ação: Irmãos na fé, ligados aos países Itália e Alemanha, tomam para si o compromisso de encaminhar o processo eleitoral com responsabilidade em não permitir que ATEUS compromissados com o conhecimento científico e filosófico, possam participar do processo “democrático”. Em nome da ordem e dos bons costumes, o que é laico somente pode existir nestes espaços, se os homens e mulheres pertencentes à Confraria na Fé lançarem seus poderes com água benta ou estendendo a mão direita sobre suas cabeças. Será que o pleito eleitoral na UNIOESTE em 2011 terá o mesmo processo implantado pelos irmãos pertencentes ao movimento Confraria na Fé? Acredito que pode ser diferente.... Até breve!
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