Forças vivas e adormecidas iniciam suas andanças no palco horizontal e vertical da UNIOESTE. Aproxima-se o período eleitoral e interesses individuais – a maioria – e coletivos motivam encontros em diferentes lugares nos campi. Alguns preferem os espaços dos bares, das residências, das lanchonetes, dos clubes (...) e de outros ambientes aconchegantes. Tudo indica que o exercício democrático de falar o que se pensa, manifestar inquietações, ambições, dúvidas e certezas incendeia o ambiente universitário.
Qual é o conteúdo que alimenta as conversas destes inquietos mancebos? Acredito que, neste período inicial, haja uma aproximação para delimitar os espaços possíveis de articulação política. Perguntas elementares animam os encontros. Qual é a de fulano? Será que podemos contar com ele? Acho que Maria, Joana, Pedro e João são potenciais candidatas (os). Vocês sabem como as “lideranças” dos outros campi estão se movimentando? Muitas outras especulações são feitas nesses ambientes. Porém, ficam em aberto enormes espaços para as nossas férteis imaginações. No entanto, esta aproximação, neste primeiro momento, às vezes, não ocorre como desejado. Como declama e canta o poeta em sua obra “Samba da Bênção”: “a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”.
Queremos acreditar que, no processo eleitoral em 2011 na UNIOESTE, o PROJETO, em diferentes formatações, seja a peça principal. Caso contrário é possível que o GOVERNADOR do Estado do Paraná, como já ocorreu em duas situações concretas anteriores, de forma legal, porém não legítima, sentencie o resultado do processo democrático declarando vencedor o candidato ao cargo de Reitor que não foi escolhido, eleito, aprovado pela comunidade universitária da UNIOESTE. Nesse momento, pode se instaurar, pela terceira vez, uma gestão impostora em nossa Universidade. Não podemos correr este risco. Vamos lembrar-nos dos dizeres do poema “Elogio da Dialética”, de Bertold Brecht: “(...) De quem depende que a opressão prossiga? De nós. De quem depende que ela acabe? Também de nós. (...)”. Até breve!
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