sexta-feira, 14 de outubro de 2011

15 - AS BOTAS DO REI FREDERICO II

 
O tapete vermelho, estendido no corredor principal do Castelo, que dá acesso à sala Real é expressão de luxuria, de pomposidade, de poder do Rei Frederico II e da família Real. Poucos Nobres e Plebeus tiveram/têm acesso a este labirinto dos Deuses. Dizem que, ter o privilégio em tocar com os pés neste pedaço de pano, decorado com desenhos que lembram o Império Austríaco, é adquirir o bilhete para o céu antecipadamente.

Audacioso, mostrando sua verdadeira face, Rei Frederico II, o mal Coroado, resolveu no último ano de seu mandato receber, no Castelo Real, Nobres e Plebeus que conviveram/convivem, com Vossa Majestade, realizando manobras e arquitetando ações manipuladoras para manter o poder intocável. Para celebrar o encontro, em tom festivo, Rei Frederico II, o Déspota Esclarecido, escolheu uma data especial: o último dia das inscrições das candidaturas para concorrerem às eleições de outubro no FEUDO OESTE.

No entanto, algo chamou a atenção entre os convidados que aguardavam a cerimônia na antessala. Meticuloso, Frederico II, o pai de Hades, solicitou que o responsável do controle da visitação organizasse a entrada respeitando a importância do cargo ocupado no Castelo e nas Províncias. Obedecendo vossa Majestade, o Bobo da Corte, deu andamento à ordem do Rei. Aos sons das trombetas e danças medievais, chamou pelo nome: a Rainha Madrasta, os Príncipes das Províncias, em especial Hades, Duques, Duquesas e Serviçais aduladores e assessores.

O cenário estava criado. Rei Frederico II, o mal Coroado, cumpriu religiosamente o cerimonial. Para surpresa do Rei, não se fizeram presentes o Príncipe da Província Central e o Príncipe Hades. Os motivos das ausências dos respectivos convidados são conhecidos: o primeiro, por combater e denunciar, nas reuniões do Conselho Superior, durante os governos do Rei Frederico II, ações que impediam o desenvolvimento técnico, burocrático, científico e, em destaque, o humano no FEUDO OESTE.

O segundo, Hades, conhecido no Castelo e nas Províncias, como o Arquiteto da Intervenção, manifestou explicitamente arrogância e soberba em sua decisão: entendeu que deveria ser recepcionado por Vossa Majestade, individualmente, para negociar às últimas ações do processo eleitoral. A intenção da recepção privilegiada tinha uma meta: conhecer quais os caminhos e descaminhos que levam ao Castelo. É importante não esquecer o que Hades fez com seu meio-irmão, o filho bastardo do Rei Frederico II, o mal Coroado, na última quinta e sexta-feira.

Entusiasmado, Rei Frederico II lembrou as passagens mais nobres vividas em seu mandato, em especial, da comemoração festiva no dia em que tomou posse em sua - segunda gestão -, por meio do ato antidemocrático realizado pelo Imperador RO-RE. Ao finalizar o ritual, Rei Frederico II, agradeceu e destacou o papel realizado pelo Bobo da Corte, chefe da Casa de Saúde, no Castelo.

O céu dava sinais de mudanças. Os enigmas, presentes nas misturas das cores deste espaço sideral, anunciavam o início da noite. Neste momento, Rei Frederico II, o mal Coroado, solicitou ao Bobo da Corte que conduzisse os convidados até a porta de saída da sala principal do Castelo. Iniciou-se o ritual de despedida: organizados em fila e, sem distinção de importância hierárquica, dirigiram-se até a cadeira em que o Impostor, Rei Frederico II, estava sentado. Cumprindo o ritual de despedida, ajoelharam-se, num gesto de submissão e fraqueza beijaram as Botas do Rei Frederico II, o mal Coroado. Este ato reafirmou o grau de fidelidade ao Rei.  Até breve!

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