sexta-feira, 14 de outubro de 2011

13 - A TRAIÇÃO DA RAINHA MADRASTA

Os convidados animavam o ritual de despedida, quando depararam com uma cena fascinante: um beijo em cada face selava as amarguras passadas e num tom de majestade, Rei Frederico II e Rainha Madrasta lembraram os bons momentos vividos durante o 1º Reinado, no Castelo do FEUDO OESTE. O ponto alto do diálogo, face a face, pautou-se sobre os últimos acontecimentos preparativos para eleger o filho legítimo do Rei Frederico II.

Demonstrando sinais de cansaço, Rei Frederico II, confidenciou, delicadamente, no ouvido da Rainha: é difícil de acreditar, mas nossos planos da união – filho legítimo e Princesa da Tríplice Fronteira -, não vingou. Meus assessores e aduladores, mais uma vez, realizaram outra manobra errada.

Agora, resta-me somente uma última alternativa: Eu, Frederico II, o Rei mal Coroado, exijo que você, Rainha Madrasta, a traidora, aceite o convite para compor o próximo Reinado com meu filho legítimo, conhecido e elogiado, em seu Principado, como o Arquiteto da Intervenção.

Plebeus e nobres, ao receberem a informação indagaram: como será a experiência da Rainha Madrasta, a traidora, em conviver com o Príncipe, filho legítimo do Rei, aquele que gerou o próprio pai? Será que a Rainha irá suportar mais 4 anos de subserviência? Será que irá fazer o papel de serviçal do Castelo? Ou ainda, será que a Rainha Madrasta levará adiante a sua traição ao seu próprio povo pelo amor ao ouro e as honrarias? Tudo indica que a Rainha Madrasta, que já se sentou à direita do pai, agora ficará ao lado do filho. O filho do Rei que ela ajudou a criar e a educar.

Que tristeza, que desilusão, aquela Rainha que um dia o povo amou, prefere o ouro dos tiranos ao amor de seu povo. Alguns personagens históricos, na vida política, ganham significância por estarem sempre fazendo o papel da traição, de conviver com meias verdades, de dizer uma coisa e praticar outra.

A Rainha Madrasta, a traidora, tem este perfil e, como qualquer ser insignificante, que vive o desejo do outro, cumprirá o papel de serviçal mais uma vez: no primeiro reinado, ocupou o trono decorativo de Duquesa Regente, que assume na ausência do Rei, e serviu ao projeto autoritário de Frederico II; agora, coloca-se a serviço do filho legítimo do Rei, o mal Coroado, para garantir a ditadura no Reinado do FEUDO OESTE. Sem escrúpulos, venderá sua alma, mais uma vez, por 30 moedas? Ou, 20 moedas alegram sua ganância?

Que papelão!!! A traição, da Rainha Madrasta, ao Projeto Democrático de Plebeus e Nobres, negociado por 25 moedas, é o que sobrou de legitimidade do Reinado de Frederico II, o Rei mal Coroado.  Agora seu povo a conhece como aquela que foi sem nunca ter sido, mas apenas serve ao Rei, mal Coroado, e serve-se dos privilégios da Corte. Até breve!

Nenhum comentário:

Postar um comentário