O termômetro de cor amarela, fixado na entrada do portão principal da Casa de Saúde do FEUDO OESTE, acusava a temperatura de 30 graus. Trabalhadoras (es) entravam e saíam conforme a rotina da escala das suas atividades. A quantidade de leitos ocupados pelos usuários, internados, indicava que o dia seria agitado, surpresas poderiam acontecer.
A conversa era acalorada entre as trabalhadoras (es), o tom de voz estava acima do permitido para o ambiente. A questão era oportuna: Por que Rei Frederico II, o mal Coroado está pedindo voto para Nobres e Plebeus para eleger seu filho legítimo HADES? Será que já é uma demonstração de desespero ou será que o Rei tem dúvidas se HADES, o Arquiteto da Intervenção, vai traí-lo e não indicá-lo para o posto de Diretor Geral da Casa de Saúde?
O mal estar estava instaurado. A estética nos corredores da Casa de Saúde modificou-se rapidamente: a maioria das trabalhadoras (es) com vestimentas brancas, devido às exigências da atividade começaram a discutir a questão que versava sobre o presente e o futuro do Rei Frederico II, o mal Coroado do FEUDO OESTE. Uma coisa a maioria das trabalhadoras (es) tem certeza: somos nós que iremos dizer qual será o destino do Rei Impostor. Nobres e Plebeus aprenderam que é por meio do voto que nas próximas eleições no FEUDO OESTE nosso destino será traçado.
O poder de decisão não é mais do Rei Impostor, traidor da vontade popular, mas sim, das trabalhadoras (es) da Casa de Saúde, do Castelo e das Províncias. Aprenderam que às conquistas das trabalhadoras (es) podem ser mudadas e transformadas na hora de votar.
Todos os dias, para atendermos os usuários que demandam de nossos serviços, de ordem pública, nos entregamos, de corpo e alma, para servir àqueles que necessitam dos nossos conhecimentos. Sabemos que o que ganhamos não é muito, não é justo, mas é digno. Muitas energias físicas e psíquicas são despendidas para que nosso salário seja pago pelo Governo do Imperador RO-RE.
VAMOS virar a página triste, criada pelo Rei Frederico II, o mal Coroado e pelo seu filho legítimo HADES, o Príncipe Cuquinha e sua filha, Medusa, a Princesa de espinhos venenosos. Todas as trabalhadoras (es) estão questionando: o inferno criado em nosso ambiente de trabalho, tem que acabar. Temos que votar nas proposições que recuperam a Democracia violada em nossos espaços, para que possamos ter a liberdade de expressarmos, falarmos o que pensamos sem correr o perigo de sermos perseguidas (os), chantageadas (os). O voto do silencio gritará no interior das urnas nas próximas eleições.
A bandeira branca pede passagem. Até breve!


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