Tudo vai mudar no dia em que você partir. Assim começou o discurso do Neto do Rei Frederico II, o mal Coroado na festa de aniversário do seu avô. Uma criança de apenas onze anos, visionária e atenta ao cotidiano da família Real.
O circo estava armado. Todos os convidados, sem medo e sem receios desfilavam com elegância e desembaraço suas vestimentas na passarela que dá acesso a sala das urgias da Casa Real. O clima era oportuno para o Rei Frederico II, o Impostor, encontrar-se com todos os membros da família Real, bem como, ser paparicado por Nobres e Plebeus que vivem das benemerências da Corte.
No momento em que o Rei Frederico II, o Impostor, iniciou o discurso, todos os convidados, Nobres e Plebeus, ficaram atentos, pois sabiam que era o último aniversário do Rei na casa do Castelo do FEUDO OESTE.
O que Vossa Majestade tem a dizer?
Calmo, sereno, consciente do dever cumprido postou-se próximo ao público presente e disse: minha vida é marcada pelo trabalho árduo, por conquistas, vitórias e derrotas, de encontros e desencontros com autoridades do alto Império. Afinal, ser Rei na qualidade de mal Coroado, não é para qualquer mortal.
Quero estender minha gratidão, neste momento, ao Imperador RO-RE, por coroar-me contrariando a vontade popular de Plebeus e Nobres do FEUDO OESTE. Um gesto de irmandade. Recebi com a mão direita a coroação e, no decorrer da minha gestão, recompensei sua atitude servindo-o, com as duas mãos. Também tenho que agradecer à Família Real por aturar-me, em especial ao meu filho legítimo Hades, o Príncipe Cuquinha, pela sua magistral esperteza em ARQUITETAR A INTERVENÇÃO. Um gênio em manipular dados.
Neste momento, Frederico II foi interrompido pelo Neto mais velho, Bartolomeu. Espontaneamente e inocentemente a criança perguntou ao avô: o que você quer fazer ao deixar de ser Rei? Frederico II, não vacilou. Rapidamente, direcionou seu olhar para seu filho legítimo Hades, o Príncipe Cuquinha, e exclamou em tom eufórico: quero ser nomeado, pelo futuro Rei, ao cargo de Comandante da Casa de Saúde do FEUDO OESTE.
A notícia espalhou rapidamente. Plebeus e Nobres passaram nos setores da Casa de Saúde anunciando a boa nova. A partir deste momento, todas as trabalhadoras (es), entristecidas com a notícia, ficaram perplexas. Um imenso mal estar tomou conta do ambiente e de suas vidas.
Neste momento de desespero, o Bobinho da Corte, atual comandante da Casa de Saúde, aproximou das trabalhadoras (es) e declarou: Salve! Salve! Salve! Rei Frederico II, nosso Interventor. Fiquem felizes! No Comando da Casa de Saúde, Frederico II fará muito mais para os trabalhadores. Posso ajudá-lo! Caso todos concordem, na qualidade de Bobinho da Corte coloco-me a disposição para assessorá-lo durante sua gestão.
O pânico aumentou ainda mais entre Nobres e Plebeus da Casa de Saúde. Desesperados, abalados, procuravam entender o dilema instaurado, indagando em voz alta e aos prantos: E agora! E agora! E agora! O que Fazer? Até breve!
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