sexta-feira, 14 de outubro de 2011

10 - PÂNICO NO CASTELO

Últimas notícias!!! O processo eleitoral para eleger o novo Rei no FEUDO OESTE colocou a família Real em desespero. Nas proximidades do Castelo Real o movimento é intenso, gente das diferentes Províncias ligadas à Coroa está chegando. Alguns a pé, outros a cavalo e, a maioria, desfila com suas belas e exuberantes carruagens modernas.

O sentimento de suspense inquieta também a nobreza e a plebe. Aduladores e assessores, vinculados ao Castelo, transitam entre os funcionários da Corte solicitando que se mantenham calmos, diminuam o tom de voz e evitem fazer perguntas delicadas ao Rei. Neste momento difícil que Frederico II vive é necessário compreendê-lo e, consolá-lo é o remédio mais eficaz para diminuir o estado depressivo em que se encontra.

O sintoma de pânico no Castelo mistura sentimentos de tensão e melancolia.  Eis que se aproxima do portão central um velho conhecido do Rei, discretamente, sem exaltar, disse em tom ameno: não entrem em desespero, não façam nada, saibam que o dia “D” está chegando. O Reinado de Frederico II dá sinais de decadência. Lembrem-se: enfrentar às adversidades da vida é sempre difícil, imaginem para um Déspota Esclarecido.

O desespero do Rei Frederico II, o mal coroado, anuncia que não há mais prazos para recuperar o tempo perdido. A atitude do Rei e da maioria dos funcionários da corte, nos últimos anos de governo, deixou o Castelo em frangalhos; parece que o céu desabou e, como dialogam nobres e plebeus, nas Províncias, Frederico II bebe do veneno produzido pelo seu próprio fel. Numa expressão conhecida nos livros acadêmicos, o feitiço virou-se contra o feiticeiro. Agora, resta somente uma alternativa para este pobre aventureiro: voltar para a Província onde nasceu e refletir sobre sua gestão impostora.

Frederico II: é hora de descansar, de pensar em todas as arbitrariedades que cometeu; pensar no destino tomado pelas pessoas que ficaram, nesse tempo de chumbo, no ostracismo; pensar nos sonhos destituídos de plebeus e nobres; enfim, pensar e, talvez, arrepender-se por não ter deixado que as pessoas amassem, dialogassem uma com as outras, discutissem suas certezas e dúvidas nos espaços do Castelo e nas Províncias.

As lamúrias espraiam-se pelos corredores do Castelo e, quando chegar à província em que o Rei nasceu e permaneceu como Príncipe em períodos passados, novos tempos despertarão a consciência de todos; a primavera democrática no FEUDO OESTE ganhará cor, brilho e espaços para realizarmos nossos sonhos. No dia seguinte, plebeus e nobres gritarão: Viva! Viva! Viva! O espírito democrático retornou, agora cabe a todos nós efetivá-lo.  Até breve!

Nenhum comentário:

Postar um comentário