sexta-feira, 14 de outubro de 2011

07 - O FILHO QUE GEROU O PAI

Novos tempos! As mudanças que estão ocorrendo na ciência referente à reprodução humana expressa, a cada dia, as possibilidades de realizações científicas que jamais poderiam ser pensadas pela maioria dos homens. Os resultados apresentados pelos pesquisadores nas últimas décadas têm assustado ateus e fiéis, religiosos, pertencentes a diversas crenças. Imaginem a seguinte cena: em um lugar desconhecido, talvez em outro planeta, certificarem que um filho gerou o pai. Em condições normais de existência nos dias atuais, até aonde sabemos do que é possível ou não no campo do conhecimento, diríamos que alguém que acredita nesta possibilidade está fora de si, seus neurônios estão desalinhados, ou ainda, é uma brincadeira ilusionária. Mas, alguém pode perguntar: no campo do espírito o pai pode ser gerado pelo filho?

A maioria dos homens comuns, aqueles que, devido circunstâncias históricas não conseguiram desenvolver campos simples e, quem diria abstratos exclamará: as pessoas que tratam deste assunto não sabem o que estão dizendo, perdem seu tempo com besteiras, precisam mudar seus hábitos reflexivos para viverem em harmonia com a vida.

No entanto, ao examinarmos com mais cuidado as relações sociais estabelecidas em diferentes espaços de convivência humana, constataremos que este fenômeno ocorre, historicamente em locais geográficos próximos e/ou distantes.

Nós, atentos aos acontecimentos cotidianos sabemos que este fato é real, ocorre muito próximo de nós. Para ser mais objetivo, o FEUDO OESTE é um campo tão fértil que gerou com competência estas vidas, as quais atormentam seus moradores, nobres e plebeus.

O pai, gerado pelo filho tem deixado a vida no FEUDO OESTE em pânico. Afloram diariamente, em seus atos, manifestações em diferentes níveis: é raivoso, espalha o terror, tem desejo permanente em punir os mais fracos, persegue quem não concorda com suas ações, tem orgasmos em criar ou alterar leis que possam dificultar a sociabilidade no FEUDO. É identificado como portador de uma personalidade má, não agrega ninguém e, quando está acompanhado dos representantes políticos do grande Reinado, em espasmos vertiginosos diz que suas ações no FEUDO têm a finalidade de limpar o que é ruim. E enfatiza em estado de arrogância: um dia todos irão lembrar-se das minhas práticas higiênicas.

Mas o que atormenta, a todos, neste momento é saber que o pai, já cansado de realizar tanta maldade irá descansar. No entanto, antes de deixar o trono e seus instrumentos de punição, precisa cumprir uma grande missão: o lugar que ocupa no FEUDO tem que ser apropriado pelo seu filho querido. Sim, aquele que, no campo do espírito o gerou. Se, acreditamos que a criatura é o espelho do criador, parece que é possível que o filho faça um discurso reparador ao divulgar o seu nome aos nobres e plebeus, dizendo: prometo corrigir todos os erros que meu pai cometeu. Quem acompanhar nos próximos dias os discursos do filho, nas ruas do FEUDO, terá a oportunidade de vivenciar neste cenário à versão cômica, pois a trágica vivenciamos todos os dias. Até breve!

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