sexta-feira, 14 de outubro de 2011

14 - O MEDO À LIBERDADE NO FEUDO OESTE

No inverno, estação mais fria, gélida do ano, roupas e sapatos adequados ao que há de vir são retirados dos armários. Neste período, a força dominante do clima impõe sua substância e magnitude. Indivíduos alteram suas trajetórias e hábitos diários. Uma exposição estética, natural, modifica o cenário nas ruas e avenidas, nos locais de trabalho e nos lares. A culinária inova, transforma e aquece nossas vidas. Alguns, lembrando Antonio Gramsci, recolhem o corpo e deixam ativar o espírito. Para viver e/ou sobreviver, mergulhado em baixas temperaturas, precisamos tomar todos os cuidados, como diz o poeta – viver é um perigo -. Com o fim da estação do inverno somos envolvidos pela primavera, flores de diferentes espécies e cores perfumam ambientes e encantam nossas almas. Um momento mágico adorna nossas existências individuais e coletivas.

A eleição no FEUDO OESTE ocorrerá em plena primavera. Neste momento temporal é mais que necessário perdermos o MEDO que toma conta de nossas almas. Permanecer em nossos escritórios, nas salas de trabalho, nos laboratórios ou nos corredores do Castelo e das Províncias como personagens atordoados, sem palco para criar e atuar, é um limite que temos que vencer. Precisamos, urgentemente, superar o MEDO presente em nós que, Rei Frederico II, o mal Coroado, criou na convivência diária com Nobres e Plebeus.

A população do FEUDO OESTE clama, reclama e insiste, pelo debate, pelo desafio em arriscar, em poder errar e aprender com o erro. Nobres e Plebeus reivindicam: a construção de um PROJETO que tenha como premissa fundante a retomada da discussão clássica, sinônimo de conhecimento; o fim da gestão antidemocrática no FEUDO OESTE, elaborada por Hades, o Arquiteto da Intervenção, filho legítimo do Rei Frederico II, o mal coroado.

Nos últimos tempos, as práticas diárias no Castelo e nas Províncias colocam-se eminentemente OPERACIONAIS: movem-se por ações tecnocráticas, punitivas, repressoras, orientadas por resoluções, pareceres e ordens de serviços antidemocráticas. Temos que sair de nossos esconderijos e, de diferentes jeitos e trejeitos, nos posicionarmos como sujeitos individuais e coletivos, com a consciência de que nossas ações podem se transformar em conquistas de quem faz a história e não na condição de quem sofre a história.

Quando ficamos ausentes, os “ACORDOS PELO ALTO” tomam frente e, a seus modos, as individualidades ganham forma e falso conteúdo.  Igual a quaisquer mercadorias expostas na vitrine para ser comprada vestem-se de conteúdos místicos. Apresentam-se no cenário movediço, como candidatos que têm a chave do esclarecimento para abrir a porta do Castelo.

Como humanos, fazemos perguntas e construímos respostas em diferentes situações. Consciente ou não, colocamos finalidades, criamos, inventamos sentidos para a nossa existência e permanência da mesma. Somente nós podemos superar o MEDO criado pelo Rei Frederico II, aquele que, na esfera do espírito foi criado por Hades, seu filho legítimo, o Arquiteto da Intervenção -.

Neste momento histórico, eleição no FEUDO OESTE, reconquistar a liberdade de expressão, a autonomia individual e institucional e criar ações que permitam a convivência humana, em todos os sentidos da vida, é o que motivam Nobres e Plebeus do Castelo e das Províncias a acabar com o MEDO À LIBERDADE instituído pelo Rei Frederico II, o mal Coroado. Até breve!

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